Teatro Ruth Escobar - 2004

SEX SHOP CAFÉ

de

Gilberto Amendola








Direção: Orias Elias

SOBRE A PEÇA

Indivíduos de diferentes matizes desfilam seus anseios, paixões e convicções por um sex shop. Esse é o princípio básico de SEX SHOP CAFÉ, uma comédia musical muito particular. Primeiro, porque faz uma adaptação estilística do musical tradicional, o que transforma SEX SHOP CAFÉ não em uma repetição da fórmula americana, mas como no jazz, num improviso sobre um estilo já conhecido.
Podemos afirmar que o próprio sex shop é o "personagem" central desse espetáculo. No cinema temos vários exemplos onde o espaço físico transforma-se no protagonista da ação: CORTINA DE FUMAÇA, BAGDÁ CAFÉ, MANHATANN. É por lá, que uma série de personagens solitários e sentimentais encontram refúgio, compreensão e até companhia.
Merece destaque a inclusão de um tema delicado e até certo ponto novo na
dramaturgia: o terrorismo. Principalmente, porque SEX SHOP CAFÉ arrisca-se
a tratar o assunto com um humor acido e demolidor.
Só o humor vence a barbárie. É por acreditar nisso, que SEX SHOP CAFÉ trata de forma irreverente - e sem nenhum pudor -, de temas tão explosivos, como sexo e terrorismo.
Do sexo já se falou muito (e sempre vai se falar mais). Afinal, sexo é a mola-mestra de tudo. É a engrenagem que lubrifica (opa!) o mundo e as relações sociais.
Na real, sexo é o que importa, o resto é só enfeite de bolo. Política é sexo, Religião é sexo, Economia é sexo, Amor é sexo e finalmente, terrorismo também é sexo.
Na estória, um obscuro grupo terrorista resolve usar produtos eróticos em seus ataques. Esse grupo consegue infiltrar-se em um Sex Shop e utilizar sua, vamos dizer, "infra-estrutura", para espalhar o terror pelo Brasil. É o orgasmo-bomba! Gozou, morreu! , afinal não existe camisinha contra o terror. O problema é que nesse inusitado sex shop existem pessoas capazes de botar medo até nos próprios terroristas. Um grupo de "pervertidos do bem" pode atrapalhar os planos destes fundamentalistas sexuais: Um gago apaixonado por uma atriz pornô, uma boneca inflável que vira gente, um judeu virgem, uma eclética cantora da noite, uma mãe alcoólatra e um religioso picareta. Essas são algumas das figuras que vão passar por esse santo lugar. Quem pode mais? O sexo ou o terror?
SEX SHOP CAFÉ mistura sexo, terror e amor, temperado com muito humor, picardia e música, que dá o tom, o brilho e o ritmo do espetáculo (e das confusões!).



SOBRE O AUTOR

Gilberto Amendola é jornalista com experiência em rádio, TV, jornal, revista e internet. Atualmente é um dos responsáveis pelo Caderno Cidade do Jornal da Tarde. Atuou também como crítico de música no site Eritmo e na revista
Shopping Music. Trabalhou como ator em espetáculos teatrais e no filme "A Grande Noitada" de Denoy de Oliveira. Estudou dramaturgia com o próprio Denoy de Oliveira e com José Antônio de Sousa, com quem desenvolveu projetos para televisão. Como autor escreveu peças para empresas entre 96 e 98 e estreou em circuito comercial com a peça "Asdrúbal C - O Viajandão", em 1998. Vieram depois as comédias "Antibióticos", "Espeto de Coração" e "Sex Shop Café", todas montadas pela Cia Encena.