A Raposa e as Uvas
Na Grécia Antiga, um filósofo que não quer saber de dinheiro enfrenta um rico cheio de poder, mas sem talento — e o resultado é um duelo afiado, cheio de ironia e boas tiradas. Entre provocações e situações inusitadas, a peça brinca com uma situação bem conhecida: quando não se consegue algo… prefere-se dizer: “nem queria mesmo...”.
Release
A Encena Companhia de Teatro apresenta sua nova montagem, “A Raposa e as Uvas”, texto clássico da dramaturgia brasileira escrito por Guilherme Figueiredo, um dos grandes nomes do teatro nacional, reconhecido internacionalmente por suas obras que combinam inteligência, humor e reflexão filosófica.
Escrita em 1953, “A Raposa e As Uvas” teve montagens na Argentina, Chile, Bolívia, Peru, Paraguai, Equador, Venezuela, Colômbia, México, Cuba, Espanha, Portugal, França, Itália, Tchekoslováquia, Áustria, Alemanha, Polônia, Dinamarca, Suécia, Noruega, Finlândia, Hungria, Romênia, Bulgária, Albânia, Grécia, Bélgica, Israel, Irã, China, Japão, Austrália e na antiga URSS (Moscou, Leningrado e outras cidades).
Inspirada em uma fábula atribuída a Esopo, a peça transporta o público para a Grécia Antiga, onde um filósofo irreverente, que rejeita as convenções sociais e o poder do dinheiro, entra em confronto com outro filósofo, rico, mas sem talento. A partir desse encontro entre a genialidade e a mediocridade, desenrola-se um jogo cênico cheio de ironia, humor e provocações, que questiona valores como riqueza, ambição, liberdade e as justificativas que criamos diante de nossos desejos e frustrações.
A montagem da Encena Companhia de Teatro aposta em uma linguagem acessível e dinâmica, valorizando o trabalho do ator e o contato direto com o público. Com um elenco de 6 atores, a encenação explora o humor como ferramenta de crítica, aproximando o texto clássico de questões contemporâneas e do cotidiano do espectador.
Com direção compartilhada e uma proposta estética que equilibra simplicidade e expressividade, o espetáculo reafirma o compromisso do grupo com a valorização da dramaturgia brasileira e a democratização do acesso ao teatro, sendo apresentado de forma gratuita.
“A Raposa e as Uvas” convida o público a rir, refletir e reconhecer, nas atitudes dos personagens, comportamentos que seguem vivos até hoje — provando que, mesmo séculos depois, certas verdades continuam atuais.
O Autor
As peças de Guilherme Figueiredo ocupam um lugar de grande importância na história do teatro brasileiro. Dramaturgo refinado, Figueiredo compreendeu como poucos o espírito da comédia clássica, especialmente a grega, e traduziu essa herança com brilho para o público brasileiro. Suas obras, como “A Raposa e as Uvas”, não apenas revitalizam temas universais: o poder, o desejo, a justiça, a condição humana — como também dialogam com a sensibilidade brasileira, equilibrando humor, crítica social e poesia.
A pesquisa de Guilherme Figueiredo sobre as comédias gregas representou um verdadeiro marco intelectual. Ele não se limitou a adaptar: investigou profundamente autores como Aristófanes e Menandro, compreendendo suas estruturas, seus ritmos e suas provocações políticas. Ao trazer essa essência para o Brasil, Figueiredo ajudou a renovar nossa literatura dramática, mostrando que a tradição clássica pode ser atual, vibrante e profundamente popular.
O elenco
Ficha Técnica
Autor: Guilherme Figueiredo
Direção: Orias Elias e Walter Lins.
Desenho de Luz: Cesar Pivetti
Figurinos: Leandro Benites
Trilha Sonora Original: Gustavo Barcamor
Operação de Luz: Bruno Fávaro
Operação de Som: Gustavo Barcamor
Cenário: Orias Elias
Serralheria: Jones Cortez
Marcenaria: Sérgio Igino
Fotografia: Bruno Fávaro


















